BELIZE

Xaloni – O anjo das asas negras

Xolani era um garoto como qualquer outro, exceto por uma coisa: ele tinha uma conexão estranha com o Belize. Nascido em um vilarejo à beira do mar, ele adorava passar o tempo explorando as praias, pulando de pedra em pedra e, claro, correndo atrás de peixe. Mas, no fundo, Xolani sabia que ele não era exatamente normal. Ele tinha uma habilidade peculiar: sempre que ficava bravo, o céu parecia mudar de cor, e os ventos ficavam mais fortes. Mas ele nunca falou muito sobre isso, porque sabia que ninguém ia acreditar.

Um dia, enquanto ele se aventurava na floresta, uma coisa superestranha aconteceu. Xolani tropeçou em uma rocha, caiu e, de repente, foi puxado para dentro de uma caverna escura. A caverna não era qualquer caverna – era um lugar que o povo da vila dizia ser “mágico”, mas que ninguém jamais tinha ousado entrar. Mas, como ele estava acostumado a fazer as coisas do jeito dele, Xolani entrou.

Dentro da caverna, ele encontrou um monte de pedras brilhantes e uma energia tão forte que parecia que o chão estava vibrando. Ele olhou para cima, e lá estavam eles: uns seres estranhos com luz brilhante ao redor. “Você é o escolhido”, disseram. Xolani estava prestes a perguntar o que eles queriam dele, mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, algo aconteceu: Puf! Ele foi envolvido por uma luz forte e… suas costas começaram a coçar.

Xolani se virou para olhar e, para sua surpresa, uma enorme asa negra, como a de um corvo, estava se estendendo de suas costas. “Ah, não! Isso não pode ser real!”, pensou, tentando esconder as asas atrás de sua camisa. Mas as asas continuaram lá, enormes e brilhando no escuro.

Os seres, que ele logo descobriu serem anjos meio confusos, disseram a Xolani que ele havia sido escolhido para ser um “guardião” do Belize. Acontece que as asas negras significavam que ele era, na verdade, um anjo, mas não um anjo qualquer – ele era um anjo desajeitado. Nada de vestes brancas impecáveis e uma espada de fogo, não senhor. Xolani agora tinha o trabalho de manter o equilíbrio da natureza – o que basicamente significava usar suas asas negras para correr pelos céus do Belize, proteger as florestas tropicais e garantir que ninguém estragasse o paraíso que ele chamava de lar.

E, claro, isso significava que ele também estava em uma missão para evitar que qualquer um fizesse uma bagunça no Belize. Tipo quando o pessoal da aldeia tentava pescar mais do que podiam, ou quando alguém resolvia cortar uma árvore do nada. E Xolani adorava usar suas asas negras para dar um susto em quem tentava fazer besteira. Ele se divertia voando pelos céus, fazendo manobras super rápidas (e algumas bem desajeitadas, já que ele ainda estava aprendendo a controlar as asas), e até fazia umas aparições misteriosas de vez em quando, só para garantir que as pessoas soubessem que ele estava por ali.

O que ele não esperava era que ser um anjo com asas negras também significava ser o “protetor” de uma montanha de problemas. Toda vez que alguém jogava lixo nas praias ou mexia nas águas cristalinas, lá estava Xolani, voando com suas asas gigantes, batendo forte e gritando: “Ei, não é assim que fazemos por aqui!” Ele estava sempre pronto para dar uma lição de respeito à natureza, mas de um jeito leve e até engraçado.

A coisa mais engraçada de ser um anjo com asas negras, Xolani percebeu, é que ele não era perfeito. Ele podia ser desajeitado, ele podia cometer erros, mas ele sempre conseguia encontrar um jeito de corrigir as coisas e fazer com que as pessoas respeitassem o lugar onde viviam. As asas negras, embora imponentes, eram uma forma de lembrar a Xolani que nem sempre precisamos ser perfeitos para fazer a diferença.

E assim, Xolani, o anjo com asas negras, continuou sua missão, voando por cima das praias, florestas e vilarejos do Belize, sempre pronto para manter as coisas em equilíbrio, mas nunca perdendo o bom humor, porque, no fundo, ele sabia que até um anjo desajeitado tem o seu valor.

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