Um dia, enquanto caminhava em meio a multidão de pessoas tristes, seus olhos se cruzaram com os de uma criança. Diferente das outras pessoas que pareciam apáticas e cansadas, seus olhos brilhavam com uma alegria contagiante. A menina, com seus cabelos escuros e um sorriso radiante, observava as ruínas com uma curiosidade infantil.
Havia algo de especial naquela criança. Seus olhos, tão claros e puros, pareciam penetrar a alma de Preah. Ele sentiu uma conexão profunda, uma ressonância com algo que havia esquecido. A menina, ao perceber o olhar de Preah, sorriu e acenou para ele.
Nesse momento, uma lembrança antiga surgiu em sua mente: a primeira vez que havia pisado em Angkor Wat, quando o mundo ainda era jovem e a esperança florescia em cada coração. Ele se lembrou da missão que havia sido confiada a ele, da promessa que havia feito aos céus.
A criança, com sua inocência e alegria, havia despertado algo dentro de Preah. Ele percebeu que a humanidade não estava perdida, que ainda existia esperança. A menina era como um raio de sol quebrando as nuvens escuras que haviam obscurecido sua alma.
Com um coração renovado, Preah decidiu que era hora de voltar a ser o guardião que um dia fora. Ele se afastou da miltidão e se sentou aos pés de uma antiga árvore Bodhi, a mesma espécie sob a qual Buda havia alcançado a iluminação. Ali, ele meditou profundamente, buscando a sabedoria dos ancestrais.
Ao abrir os olhos, Preah sentiu uma força interior que havia adormecido por séculos. Seus poderes, antes adormecidos, começaram a se manifestar. A energia cósmica fluía por suas veias, revitalizando seu corpo e sua espírito. Ele sabia que sua jornada estava apenas começando.