Há muito tempo, em uma aldeia isolada de Chipre, Vivia Kallista, uma jovem conhecida por sua posse e determinação. Apesar de sua origem humilde, ela nunca hesitou em ajudar aqueles em necessidade, cuidando dos enfermos e defendendo os fracos com uma coragem incomum. Para o povo, Kallista era uma chama viva em meio às dificuldades.
Um dia, um exército sombrio desembarcou na ilha, trazendo caos e destruição. Liderados por um comandante cruel, os invasores saquearam vilas e espalharam o medo. Quando a ameaça chegou à sua aldeia, Kallista decidiu fugir. Com nada além de uma antiga espada enferrujada e a força de seu coração, ela liderou os moradores em uma resistência feroz.
A batalha foi intensa, mas o número esmagador dos inimigos parecia garantir a derrota. Quando tudo parecia perdido, Kallista desafiou o comandante inimigo, oferecendo-se para um duelo. Se ela vencer, os invasores partiriam; se perdesse, todos seriam poupados, mas ela daria sua vida. Impressionado por sua ousadia, o comandante aceitou.
A luta foi brutal. Kallista, ferido e exausto, usou sua última energia para desarmar o comandante e salvar sua aldeia. Mas o custo foi alto: ela caiu de joelhos, mortalmente ferida. Enquanto o povo chorava, um vento poderoso varreu o campo de batalha, e uma luz dourada envolveu Kallista.
Os céus se abriram, e uma voz divina ecoou: “Teu sacrifício não será esquecido. Teu amor por esta terra a torna digna de observar-la eternamente.”
Kallista foi erguida pelos céus, renascendo como o Arcanjo Protetor de Chipre. Suas asas negras, tão majestosas quanto a noite, simbolizavam sua força em meio à escuridão. Ela empunhava uma espada flamejante, imbuída do poder divino, e sua presença afastava o mal.
Desde então, Kallista se tornou guardiã celestial de Chipre. Sempre que a ilha enfrenta ameaças, uma figura alada surge nos céus, pronta para proteger sua terra e seu povo. Seu nome é lembrado não apenas como uma lenda, mas como um símbolo de coragem, amor e sacrifício eterno.