COREIA DO SUL

Ji-woo – A Anja de Busan

Na agitada cidade de Busan, Coreia do Sul, vivia Ji-woo, uma enfermeira comum em aparência, mas extraordinária em espírito. Aos 28 anos, ela trabalhava no maior hospital da cidade, dedicado a salvar vidas com uma paixão que ia além do dever profissional. Mas foi durante a pandemia global que Ji-woo se tornou um símbolo de esperança e sacrifício, conquistando o título de “A Anja de Busan.”

Quando a pandemia atingiu Busan, Ji-woo estava entre os primeiros a se voluntariar para trabalhar nos hospitais de campanha que surgiram para atender os doentes. Com turnos que pareciam intermináveis, ela cuidava de pacientes de todas as idades, muitos em isolamento completo.

Ji-woo não era apenas uma enfermeira. Para os doentes que não podiam receber visitas, ela se tornava família: lia cartas das pessoas que amavam, tocava músicas em seu celular para acalmá-los e até decorava os quartos improvisados com flores feitas à mão. Mas o que mais impressionava era como ela segurava as mãos dos que estavam à beira da morte, sussurrando palavras de conforto. “Você não está sozinho”, ela dizia, mesmo quando sua própria força estava no limite.

Em um dos piores momentos da crise, Ji-woo ouviu falar de uma vila isolada nas montanhas de Busan. Era habitada por idosos que não tinham acesso a suprimentos médicos ou vacinas. Sem ajuda, a vila estava prestes a ser devastada pela doença. Ji-woo mobilizou colegas e voluntários para organizar expedições até a vila, carregando medicamentos, oxigênio e alimentos pelas trilhas perigosas das montanhas.

Apesar de já estar esgotada, ela liderou pessoalmente cada viagem. Durante as visitas, ela tratava os doentes, ensinava medidas de prevenção e até escrevia mensagens finais para aqueles que não resistiam, prometendo entregá-las a seus entes queridos.

Foi em uma dessas jornadas que Ji-woo contraiu o vírus. Mas em vez de descansar, ela continuou organizando esforços de sua cama de hospital, transformando a equipe que liderava em um exército de bondade.

A condição de Ji-woo se agravou rapidamente. Nos últimos dias de sua luta contra o vírus, ela pediu para ser transferida de volta à sua cidade natal, Busan. Lá, ela foi saudada pelos próprios pacientes que havia ajudado. Pessoas que estavam vivas graças à sua coragem formaram uma fila fora do hospital, acenando e cantando para ela, em gratidão.

No dia em que Ji-woo faleceu, a cidade inteira parou. Um minuto de silêncio foi observado, e as luzes das casas e dos hospitais piscavam como estrelas em homenagem à “Anja de Busan”.

Após sua morte, a vila montanhosa ergueu um memorial simples: uma estátua de Ji-woo com uma lanterna na mão, simbolizando como ela iluminou os momentos mais sombrios. Em Busan, sua história inspirou uma onda de voluntariado e doações que ajudaram comunidades por toda a Coreia do Sul.

A fundação que leva seu nome continua seu trabalho, educando jovens em primeiros socorros, organizando clínicas móveis e espalhando a mensagem que Ji-woo carregava em seu coração: “Mesmo na escuridão, a luz da compaixão nunca se apaga.”

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