FRANÇA

Lucien, o Conselheiro da França

Uma figura que andava silenciosamente pelos salões do poder, como uma sombra que acompanhava a grandeza e as quedas da França.

Ninguém sabia de onde ele vinha, mas sua presença era constante em momentos de crise. Durante os primeiros dias da monarquia, o Rei Luís XIV, conhecido pelo seu esplendor e ambição, encontrou-se com um conselheiro misterioso, de olhar profundo e voz grave.

Em uma das audiências no palácio de Versalhes, o Rei, em meio à construção do grandioso palácio e aos rumores de descontentamento entre os camponeses, ouviu o conselheiro dizer: “Soberania sem empatia é um castelo de cartas, majestade. A fome do povo não perdoa, e as sombras crescem onde a luz da justiça não alcança.” O Rei, envolto em sua grandiosidade e sedento por mais poder, desconsiderou a advertência.

Anos mais tarde, quando Napoleão Bonaparte conquistava o mundo com sua ambição impetuosa. No campo de batalha de Austerlitz, em meio aos estandartes e o estrondo da guerra, uma figura misteriosa se aproximou do imperador como uma sombra, com olhos que pareciam ter visto todas as batalhas antes. “A glória, senhor, tem um preço que nem todos estão dispostos a pagar,” Ele falou. Napoleão, com um sorriso desdenhoso, virou-se e respondeu: “Apenas os fracos temem o preço da vitória.”

Quando a Segunda Guerra Mundial começou, a França foi novamente marcada pela devastação. As trincheiras, o medo e a tensão dominavam o campo de batalha. Os líderes se reuniam, suas vozes vibrando com promessas de resistência, mas havia um homem, ou talvez uma presença, que parecia ecoar as palavras de uma eternidade. Em meio à poeira, às explosões e aos gritos de soldados, era visto como um conselheiro silencioso que se movia entre os combatentes, uma figura que ressurge em momentos de crise, sempre com os olhos da experiência.

Ao final da guerra, a França, mesmo em ruínas, encontrava uma centelha de esperança. Os soldados, agora em silêncio após a poeira assentar, olhavam para aquele homem que, durante toda a guerra, tinha sido uma presença misteriosa. Ele se virou, com um olhar que parecia carregar a luz de mil gerações, e pronunciou palavras que ecoaram naqueles corações marcados pela perda e pela luta: “As feridas podem curar, mas a memória das lições nunca deve se perder. A história é escrita não apenas pelo que se conquista, mas pelo que se aprende.”

Lucien se afastou, e os líderes e soldados, finalmente compreendendo a magnitude de sua presença, souberam que, naquele momento de crise, não era apenas um conselheiro.

Ele era a própria França — eterna, resiliente e sempre à frente de seu tempo.

Lucien, agora um mito, permanecia como uma lenda viva, um símbolo do espírito francês: resiliente, astuto e sempre à frente, com olhos que continham séculos de sabedoria e um coração que ainda batia em compasso com a nação que ele amava.

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