Nas profundezas das florestas exuberantes da Guiné, onde o Rio Níger inicia sua jornada sinuosa, nasceu Sira, em uma pequena aldeia próxima ao Fouta Djallon. Sua aldeia era rica em tradições ancestrais, repleta de contos e cânticos que louvavam a natureza e os espíritos que habitavam os rios e montanhas.
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Desde cedo, Sira foi fascinada pelas histórias de Nyamé, o espírito guardião das águas, que protegia aqueles que respeitavam o rio e castigava os que ousavam profaná-lo. Sua avó, uma griô respeitada, ensinou-lhe os cânticos sagrados e a arte de interpretar os sinais da natureza, como o movimento das águas e o canto das aves.
A vida na aldeia, embora simples, era marcada por desafios. Seca, doenças e conflitos por terras tornavam a sobrevivência difícil. No entanto, Sira demonstrava uma resiliência incomum. Aos 12 anos, já era conhecida por sua habilidade de resolver conflitos, unindo famílias e tribos em momentos de tensão.
Sira tinha uma aura serena e uma voz que parecia ressoar como o rio. Sua generosidade era ilimitada, e sua coragem, inabalável. Ela possuía um dom especial: uma ligação profunda com a água. Era como se o rio falasse com ela, revelando seus humores e segredos. Essa habilidade permitia que ela guiasse os pescadores a águas seguras ou encontrasse fontes escondidas em tempos de seca.
O destino de Sira mudou quando uma seca severa assolou sua região. O Rio Níger, fonte de vida para tantas aldeias, começou a secar. O desespero tomou conta das pessoas, que acreditavam que Nyamé estava furioso. Os anciãos decidiram realizar um ritual para apaziguar o espírito, mas uma forte tempestade ameaçou a cerimônia.
Enquanto os outros recuavam, temendo a ira dos céus, Sira avançou sozinha para o rio. Ela cantou os cânticos sagrados aprendidos com sua avó, suas palavras misturando-se com o som do vento e da chuva. De repente, a tempestade cessou, e uma luz dourada surgiu sobre as águas. Sira foi vista como uma mediadora entre os mortais e os espíritos.
Dias depois, o rio começou a encher novamente, e a aldeia foi salva. Mas o ato heroico de Sira teve um custo. Exausta e enfraquecida, ela sucumbiu à febre pouco tempo depois. Suas últimas palavras foram um pedido para que seu povo sempre respeitasse o equilíbrio entre os homens e a natureza.
Os arcanjos, tocados pela bravura e pelo espírito puro de Sira, a acolheram no reino celestial. Ela foi renomeada como Sira, a Guardiã do Rio dos Espíritos, e sua missão agora é proteger os recursos naturais e inspirar a humanidade a viver em harmonia com a terra.
No jogo NFT Ángel, Sira é uma protetora e curadora. Sua habilidade especial, “Benção das Águas”, cura aliados e cria barreiras de água cristalina que afastam inimigos. Ela aparece em missões que envolvem proteger ecossistemas ou unir grupos divididos.
Sira carrega um vestido fluido que reflete o brilho da água sob o sol. Em seu percoço, um colar adornado com uma pedra de sal que representa a pureza e a força renovadora do rio. Suas asas são grandes e uliminadas, como sua pele.
No braço, ela ostenta uma tatuagem, símbolo do ciclo eterno da vida e da água. Seu impacto transcende fronteiras: Sira representa valores universais de equilíbrio, preservação e união.
Sua história lembra aos jogadores e ao mundo que os maiores tesouros da humanidade estão na conexão com a natureza e no respeito aos seus ciclos. Como anja, Sira guia todos que buscam proteger a vida e encontrar harmonia em meio ao caos.