IRÃ

Anahita, a Ondina Persa

Pelos desertos escaldantes e pelos vales férteis do Irã, vivia Anahita. Sua beleza era singular, uma mistura de delicadeza e força. Com asas de penas claras que a lembravam dos pássaros migratórios, ela cruzava os céus, vigiando os rios, os lagos e as fontes sagradas. Ao seu lado, sempre a acompanhava Nahid, uma lontra de pelos cinzentos e olhos brilhantes, que a ajudava a explorar as profundezas dos rios e a comunicar-se com os peixes.

Anahita nasceu às margens do rio Karun, e desde criança aprendeu as lendas das antigas rainhas persas e dos espíritos da água. As histórias contavam sobre a grande inundação que deu origem à vida e sobre a importância de preservar a água como um presente dos deuses. Anahita era a guardiã das águas persas, um legado que lhe havia sido passado por gerações. Ela conhecia as propriedades curativas das águas termais e a importância dos rios para a agricultura e a vida das comunidades.

Com o passar dos anos, as águas persas começaram a sofrer as consequências da poluição e da seca. Uma antiga profecia havia previsto a chegada de um ser das sombras que contaminaria as águas e causaria grande sofrimento. Anahita sabia que deveria agir. Com sua sabedoria e beleza, Anahita organizou projetos de limpeza dos rios, promoveu o uso consciente da água e conscientizou a população sobre a importância de preservar os recursos hídricos. Ela convocava os espíritos da água para ajudá-la a purificar os rios e ensinou aos homens a importância de viver em harmonia com a natureza.

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