IRLANDA

Maeve, o nascimento de uma heroína

A paz de Glenmore, uma vila entre desertos e montanhas na Irlanda, foi abalada por uma tempestade de areia sem precedentes. A nuvem implacável, carregada de energia bruta, varreu a vila, soterrando casas e levando vidas.

Maeve, uma jovem de apenas 12 anos, foi a única sobrevivente de sua família.

Ela presenciou a fúria da natureza. A areia uivava como um animal faminto, e a escuridão era total. Em um gesto desesperado, ela estendeu as mãos, suplicando que a tempestade cessasse. A terra tremeu sob seus pés, e um brilho intenso emanou de suas mãos. A tempestade se acalmou instantaneamente, revelando uma paisagem desolada e a vila em ruínas.

Assombrada pela tragédia e isolada pela comunidade que a culpava pela tempestade, Maeve se refugiou nas montanhas. Com o tempo, e para sua surpresa, ela descobriu que as rochas, as plantas e os animais pareciam responder aos seus pensamentos. E assim, ela aprendeu a controlar a terra, manipulando-a para criar abrigos, encontrar água e até mesmo se comunicar com os animais.

Em suas jornadas solitárias, Maeve encontrou um antigo livro de magia, escondido em uma caverna. O livro revelava os segredos da terra e os poderes que ela possuía. Em cada página que virava, Maeve aprofundava seu conhecimento sobre a natureza e sobre seus poderes.

Enquanto isso, o espírito da tempestade, enfurecido por ter sido banido, planejava vingança. Ele se alimentava da energia negativa gerada pela destruição e pelo caos, e planejava transformar o mundo em um deserto árido.

Maeve e o espírito da tempestade se enfrentaram. A terra tremeu, vulcões entraram em erupção e a areia se levantou em tempestades implacáveis. Mas ela estava preparada. Maeve canalizou toda a sua força e, com um grito poderoso, lançou um feitiço que aprisionou o espírito no coração da terra.

Maeve, exausta, mas vitoriosa, desabou de joelhos. A areia sob seus dedos se acalmou, como se a própria terra a agradecesse.

Quando se levantou, uma sensação estranha percorreu seu corpo. Um formigamento intenso, seguido de uma dor aguda. Com um grito abafado, ela sentiu algo se formando sob sua pele. Ao olhar para seus braços e pernas viu com espanto que tatuagens complexas estavam surgindo. Eram desenhos que representavam a terra, o vento, o fogo e a água, todos entrelaçados em um padrão intrincado.

Essas marcas eram um lembrete eterno de sua batalha e de seu poder. Eram a prova de que ela não era mais apenas uma humana, mas uma guardiã da terra. A partir daquele dia, Maeve seria conhecida como a “Mão da Terra”, uma lenda que ecoaria por gerações.

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