Kukra viveu como um simples pescador em uma pequena vila costeira na NIcarágua. Após sua morte heroica ao salvar sua vila de uma lesão causada por uma tempestade, Kukra foi escolhido para se tornar o Guardião dos Véus.
Véus que separavam a luz da escuridão, o caos da ordem.
Mas, pra sua surpresa e tristeza, algo perturbador aconteceu: o véu sobre o fogo Masaya, na Nicarágua, começou a enfraquecer. Kukra sentiu uma energia densa e voraz se espalhando pela região, ameaçando romper a barreira entre os mundos. Com isso, ele não teve outra escolha. Kukra desceu à Terra.
Ao retornar à Nicarágua, Kukra descobriu que mineradores estavam escavando profundamente sob o vulcão Masaya, em busca de um cristal misterioso que diziam conter um poder imensurável. Sem saber, eles estavam perfurando o véu espiritual que o guardava, permitindo que entidades do submundo escapassem.
Além disso, Kukra descobriu que uma antiga ordem de místicos locais, que por gerações cuidou dos vulcões como portais, estava quase extinta, com apenas uma jovem sobrevivente: Amara. Ela sabia dos perigos, mas era vista como uma “louca” pelos moradores locais.
Kukra e Amara uniram forças para impedir que o véu se rompesse. A jornada os levou a outros vulcões da região, cada um guardando um pedaço do segredo necessário para restaurar o véu. Em cada lugar, eles enfrentaram desafios únicos, bem como a resistência de pessoas que viam nas escavações uma ameaça aos seus costumes e tradições.
No processo, Kukra descobriu que a única forma de reparar o véu era restaurar os rituais antigos, mas esses rituais exigiam mais do que oferendas ou palavras: eles despertavam uma conexão profunda entre humanos e a essência viva dos vulcões, uma conexão que havia sido esquecida ao longo dos séculos.
No momento decisivo, o véu de Masaya quase se rompeu, liberando uma criatura poderosa e caótica que ameaçou consumir tudo em seu caminho. Kukra percebeu que sua forma celestial era insuficiente para conter uma ameaça; ele deveria se tornar parte do próprio véu, sacrificando sua existência individual para restaurar a harmonia entre os mundos.
Amara, guiada por Kukra, completou o ritual final, que selou o véu e fechou o portal para o submundo. Kukra desapareceu no processo, mas deixou um legado: o conhecimento dos vulcões como portais vivos e a responsabilidade de proteger o equilíbrio entre a luz e as trevas, a vida e a morte.
Os habitantes locais dizem até hoje que, em noites silenciosas, podem sentir a presença de Kukra nos ventos quentes que sopram das crateras, lembrando que os vulcões não são apenas montanhas de fogo, mas corações pulsantes do planeta.