Em uma noite estrelada, sob a sombra da sagrada árvore Bodhi em Anuradhapura, nasceu Tara. A lenda conta que um raio de lua, puro e luminoso, desceu do céu e envolveu uma jovem mulher, impregnando-a com a essência divina. Daquela união celestial, nasceu Tara, uma criatura de beleza radiante e poder incomparável.
Com cabelos negros como a noite, olhos castanhos profundos como as águas do Oceano Índico e uma pele bronzeada pelo sol tropical, Tara era a personificação da beleza e da força da natureza. Mas sua mais notável característica eram suas asas brancas, imensas e luminosas, que se estendiam por metros, como se fossem feitas de luz.
Desde a infância, Tara sentiu uma profunda conexão com a natureza e com os espíritos ancestrais do Sri Lanka. Ela passava horas meditando sob a Bodhi Tree, absorvendo a sabedoria dos budas e buscando a iluminação. Com o tempo, ela se tornou uma guardiã da ilha, protegendo seus habitantes e suas tradições.
Durante o festival do Thai Pongal, celebrado em honra ao sol, Tara descia dos céus e abençoava as colheitas. Sua presença trazia prosperidade e alegria para as comunidades rurais. Ela também era invocada para curar os doentes e trazer conforto aos sofredores.
Uma de suas maiores paixões era o chá. Ela cultivava um chá especial, feito com ervas sagradas e água benta da Bodhi Tree. Esse chá era conhecido por suas propriedades curativas e por sua capacidade de trazer paz e serenidade àqueles que o bebiam. Tara oferecia esse chá aos viajantes e peregrinos que visitavam o Sri Lanka, compartilhando sua sabedoria e compaixão.
Quando o Sri Lanka enfrentou tempos difíceis, como guerras e desastres naturais, Tara sempre estava lá para proteger seu povo. Ela invocava os deuses e os espíritos ancestrais, e com sua força e sabedoria, conseguia acalmar as tempestades e afastar os perigos.
A lenda de Tara, a arcanja de asas brancas, é contada até hoje no Sri Lanka. Ela é um símbolo da beleza, da sabedoria e da compaixão. As mulheres cingalesas e tâmeis a veneram como uma deusa, e muitas delas nomeiam suas filhas em sua homenagem.